quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O valor para quem importa – seus funcionários



por Paul Spiegelman
Você já parou para pensar em como o churrasco de fim de ano da sua empresa impacta sua lucratividade? E que tal uma nota manuscrita enviada a um empregado logo após ele ter perdido um ente querido? Ou os sonhos distribuídos para comemorar um acontecimento da empresa? Se você os fizer com consistência, esses sinais de apreciação ajudam a construir a lealdade dos seus colaboradores.
Como presidente da Beryl, especializada em gerenciar interações com pacientes em hospitais, sempre procuro maneiras de lembrar meus funcionários do papel que eles desempenham em nosso sucesso.
Se você quer que seus funcionários se interessem profundamente pela visão geral de sua empresa, trate-os como se fossem acionistas. Quando você cria um ambiente em que “empregos” são tratados como “investimentos”, empregados trabalham com paixão, produtividade e foco para aumentar a lucratividade da sua empresa.
Tive um grande exemplo disso no último outono. Um de nossos associados na Beryl foi diagnosticado com câncer em estágio avançado. Seus colegas lhe deram todo o apoio. Visitaram-no, levaram jantar para ele e estiveram sempre presente quando ele precisava de um ombro amigo. Apesar de muito doente e se locomovendo em uma cadeira de rodas, ele esteve presente na nossa festa de fim de ano.
Lá, ele recebeu a notícia de que, apesar de a empresa ter ficado abaixo da meta, todo mundo receberia os bônus prometidos, graças ao trabalho duro de cada um. Ele ficou muito emocionado e grato por estar trabalhando em uma empresa tão maravilhosa que me escreveu uma carta, sugerindo que déssemos a opção para os funcionários reinvestirem os bônus na empresa. Esse é só um exemplo dos muitos que contribuíram para o crescimento da Beryl e sua posição de líder no mercado, no quesito de turnoverbaixo – consistentemente abaixo de 20%.
Tratar empregados como acionistas não precisa custar caro. Na minha empresa, gastamos aproximadamente 7 mil dólares por empregado em recrutamento, orientação e treinamento inicial – mas anos de experiência mostram que o retorno desse investimento compensa. A maioria das estratégias efetivas para aumentar o comprometimento dos funcionários custa muito pouco ou mesmo nada. Veja alguns exemplos:
Seja transparente
Você ganhará a confiança de seus funcionários se divulgar a performance financeira da sua empresa com regularidade. Reuniões gerais são um modo efetivo de comunicar essas informações, pois permitem que todos façam perguntas. Se a empresa não estiver tão bem quanto era esperado, mencione e diga à equipe como eles podem ajudar a mudar esse quadro.
Compartilhe o sucesso da empresa
De clientes novos a prêmios conquistados, qualquer sucesso da empresa é um modo de aumentar o comprometimento de sua equipe. Depois de ganhar um lugar na lista das Melhores Empresas para se Trabalhar, celebramos alugando uma limusine e indo até a apresentação do prêmio com dez funcionários votados pelos seus colegas para representar a empresa.
Quando voltávamos para o hotel, um dos funcionários se virou para mim e disse: “Esse é o melhor dia da minha vida!”. O que isso significa para mim, como CEO? Eu me assegurei de que um funcionário que frequentemente produz os melhores resultados em seu trabalho não pensará em sair da empresa tão cedo. E o melhor de tudo: impactei a vida de alguém de forma positiva.
Invista no futuro de seu funcionário
Se você quiser que eles tenham um interesse genuíno no futuro da sua empresa, interesse-se pelo deles – no trabalho e em casa. Durante tempos de incerteza econômica, empresas geralmente fazem cortes em áreas como treinamento e bônus salariais. Fazer isso é ter uma visão muito curta. Quando há uma crise, você deve investir ainda mais nessas áreas.
O treinamento faz com que os empregados produzam de maneira melhor e, assim, façam com que a empresa seja mais lucrativa. Ele também prova para os funcionários que a empresa acredita e investe neles. Por exemplo: para desenvolver a liderança em seus funcionários, a Southwest Airlines promove um treinamento cruzado, no qual todos os anos mais de 80% de sua força de trabalho aprende uma nova função.
Priorize a diversão
Quando a diversão é parte integrante do trabalho, funcionários passam a conhecer os outros como pessoas reais. É por isso que o questionário de engajamento no trabalho da Reuters inclui a pergunta: “Você tem um melhor amigo no trabalho?”. Amizade gera satisfação, que gera produtividade. É por isso que na minha empresa criamos o Departamento de Grandes Pessoas e Diversão. Temos dias de vir trabalhar de pijama, dias para se vestir como nos anos 70 e por aí vai. Essas ideias não são práticas para todos os ambientes de trabalho, mas a chave é fazer algo divertido, regularmente; não importa o quão pequeno seja.
Foque no que os funcionários mais se importam
Não é o salário. Existem poucas coisas que uma empresa pode fazer que cativem tanto um funcionário como  resolver alguns problemas para ele, principalmente quando se trata de família. Algumas empresas resolvem isso criando creches em seus trabalhos.
Na minha empresa, temos eventos anuais como “café da manhã com o Papai Noel” e nosso jornal interno é feito para ser lido pela família, incluindo seções para crianças. Com isso, não temos que oferecer um salário maior que nossos concorrentes para termos a liderança do nosso segmento de mercado. Ofereça o que o dinheiro não compra!
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Paul Spiegelman é CEO da Beryl Companies e líder global da Comunidade Small Giants. É autor do livro Why is everyone smiling - a ser lançado no Brasil.
Site: www.beryl.net

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