segunda-feira, 21 de novembro de 2011

As flores de plástico não morrem


Algumas decisōes de carreira são muito difíceis de tomar; às vezes tão difíceis que alguns profissionais podem demorar muito para tomá-las e perder o tempo certo para aproveitar os benefícios da decisão.




Um profissional que trabalha há muitos anos em uma empresa, por exemplo, pode ter um vínculo afetivo tão forte com as pessoas de lá que trocar de emprego torna-se uma decisão difícil. O mesmo pode ocorrer com profissionais que foram ajudados por um chefe em algum momento complicado da carreira; deixá-lo poderia soar como uma “traição”.
O fechamento de ciclos em nossas vidas são sempre momentos difíceis: deixar os colegas do colégio para entrar na faculdade, deixar a faculdade para seguir uma profissão ou eventualmente deixar a casa dos pais para casar-se.
Na vida profissional é a mesma coisa: trocar de emprego, mudar de chefe, trocar de equipe ou até mesmo mudar de profissão. É difícil, porém  necessário.
A mudança sem motivo e em velocidade desmedida pode ser imaturidade e precipitação, mas a falta de mudança na vida profissional é também maléfica à carreira.
Sim, eu sei que o final de um ciclo é sempre triste, mas assim como diz a música dos Titãs somente “as flores de plástico não morrem”.
Elas não  morrem , mas também não têm perfume e não vivem.
Se você quer uma carreira de sucesso, lembre-se que ela deverá se assemelhar mais a uma floricultura do que a uma loja de flores de plástico.  Em uma floricultura,  trocam-se as flores, novas cores, novos perfumes, mas o conjunto está sempre vivo.
E o  “sempre vivo”  inclui na morte de algumas flores que darão espaço a outras novas . E seguindo a botânica , em muitas das espécies as flores são as antecessoras das sementes.
Deixar as flores morrerem também é colher as sementes para as novas flores;  é o recomeço do ciclo.
E você, vai querer uma “carreira de plástico”?



Marcelo Cuellar

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