sexta-feira, 8 de abril de 2011

A LIDERANÇA DO SÉCULO XXI

Por Romulo Gutierrez

O fenômeno da liderança é indubitavelmente um dos assuntos mais comentados, discutidos e estudados neste mundo organizacional moderno. Treinamentos, palestras, novas publicações são apenas algumas estratégias de desenvolvimento de competências que empresas dos mais variados segmentos utilizam para otimizar o potencial de seus líderes.

Mas qual será o elemento mais importante para aumentar o potencial dos líderes organizacionais e, consequentemente, de suas respectivas equipes?

Para responder essa importante questão, cito uma frase do célebre Vinicius de Moraes:
"A vida só se da para quem se deu".

Transferindo o pensamento do exímio poeta para o cotidiano dos líderes atuais, pode-se auferir que muito embora práticas de desenvolvimento de competências sejam importantes para a otimização dos resultados de líder/liderados, o mais relevante é liderar com base nos relacionamentos. Nossos líderes precisam entender que não basta ter os "braços" dos trabalhadores a serviço de uma equipe, e sim conquistar suas "cabeças" e seus "corações", pois somente dessa maneira é possível empregar o melhor de cada seguidor a disposição das metas e objetivos traçados.

Outro pressuposto elementar que contextualiza a liderança praticada neste século XXI é a capacidade que o líder deve ter para inspirar seus seguidores. É preciso fazer a equipe acreditar que as metas e os objetivos serão angariados, e que o mérito será do conjunto, independendo dos cargos e funções exercidos. James Kouzes e Barry Posner na célebre obra "O novo desafio da Liderança", denominam a postura supracitada como Visão Compartilhada, onde toda equipe consegue compreender e se engajar em objetivos únicos, mesmo sabendo que existem diferenças de atribuições e salariais entre seus membros.

Abaixo cito algumas estratégias para extrair o melhor de cada liderado dentro de uma equipe:

A - Entenda quais são as pretensões e os sonhos de cada um de seus liderados, e se coloque como um facilitador para que os mesmos alcancem seus anseios.
B - Seja um bom ouvinte. Para isso sugiro que você ouça até aquilo que o contradiga, tomando decisões democráticas.
C - Seja um administrador dos sentidos. É fundamental que cada membro do grupo sinta-se importante e compreenda quais são suas funções e como elas impactam nos resultados da equipe.
D - Quanto menos "segredos" existirem entre líder e liderados melhores serão os resultados da equipe. Na medida do possível, sua equipe deve saber absolutamente de tudo, pois isso perpassa confiança e credibilidade.
E - Trace metas e objetivos ousados, transmitindo confiança e uma visão empreendedora. Lembre-se que o pensamento medíocre atrai metas e objetivos limitados.

Para finalizar menciono uma frase de um dos maiores esportistas que o Brasil já teve, Ayrton Senna, que ao ser indagado sobre seus êxitos respondeu:
"Para conseguir sucesso temos que empregar toda nossa força e superar nossos limites todos os dias".

Concluo afirmando que o maior desafio dos líderes atuais é empregar todo esforço e dedicação na melhoria dos relacionamentos interpessoais com seus liderados, pois estes são os alicerces para construção de uma equipe vitoriosa neste século XXI.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O QUE É MARKETING?

ABRAHAM SHAPIRO
Os políticos fazem marketing há séculos. “O príncipe”, de Maquiavel, é um livro escrito em 1513. É um tratado de orientações para políticos obterem vantagens e conquistas. Sob certa ótica, pode ser entendido como marketing.

A empresa precisa do marketing para criar estratégias para vender. Gosto da frase de Phillip Kotler na qual ele diz que “o objetivo do marketing é minimizar o esforço da venda”. Sua empresa tem profissionais que fazem isto?

Marketing não é só propaganda. Marketing não é só ação no ponto-de-venda, não é só merchandising e nem só o modo de apresentar uma vitrine. Marketing não é só anúncio em uma revista ou tevê. Também não é só promoção e nem só a criação de catálogos. Marketing é ciência! Se você contratar alguém que faça bem feito uma dessas tarefas individualmente, não terá contratado um profissional de marketing, e sim um mero assistente da área comercial. Mesmo que tudo isto seja parte do marketing como um todo.

Marketing é arte, também. Se fosse apenas ciência, as faculdades produziriam milhares de profissionais eficientes a cada ano. Mas não é o que acontece. Sabe por que? Marketing é sensibilidade, é percepção, é ciência e arte... sem que se saiba onde a ciência termina e a arte começa.

O profissional de marketing será ousado, criativo, prático e versátil em propor soluções para problemas de imagem, comunicação, posicionamento e, assim, incrementar as vendas. Se assim não for, ele não é o que diz ser.

Ter alguém que cuide do marketing sob esta visão é condição básica para os seus negócios irem bem de verdade. Se você não tem, busque orientações para ter.

Ok. Mas você não acredita no marketing? Responda-me, então, o que explica a eleição de um presidente negro, com um nome que lembra o mentor do maior atentado terrorista de toda história, em um país enraizado no preconceito racial há séculos?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Âncoras de Carreira

Autoconceito é fundamental para uma correta orientação de carreira
Principalmente no início de carreira, o jovem é colocado diante de várias alternativas profissionais e, de acordo com suas escolhas, o seu futuro começa a ser delineado. À medida que a carreira evolui, o profissional desenvolve um autoconceito que inclui algumas respostas aos seguintes questionamentos:
  1. Quais são meus talentos, habilidades e áreas de competência? Quais são as minhas forças e fraquezas?
  2. Quais são meus principais motivos, necessidades e metas de vida? O que eu quero e/ou não quero?
  3. Quais são meus valores, os principais critérios pelos quais julgo o que estou fazendo? Estou em uma organização ou profissão congruente com os meus valores?
  4. Quão bem me realizo no que estou fazendo? Quão orgulhoso ou envergonhado me sinto a respeito do meu trabalho e da minha carreira?



As pessoas aprendem a ser melhores nas coisas que valorizam, sentem-se motivadas a fazê-las, aprendem a valorizar e a se sentirem motivadas pelas coisas que fazem bem. Gradativamente, aprendem a evitar as coisas que não fazem bem. Porém, sem um feedback claro, correm o risco de se agarrar a ilusões sobre si mesmas que podem levá-las ao fracasso. Talentos sem motivação gradativamente atrofiam. Ao contrário, novos desafios podem revelar talentos latentes ou ocultos que simplesmente não tiveram a oportunidade de se manifestar.
Experiências variadas acrescidas de feedbacks significativos geram autoconceito, que nada mais é do que um sistema de orientação que, assim como uma âncora, restringe as suas escolhas de carreira. Esse conhecimento mantém o profissional em seu rumo ou em seu porto-seguro. A Âncora de Carreira é aquele elemento no autoconceito de uma pessoa do qual ela não abriria mão, mesmo diante de escolhas difíceis.
E você, sabe quais são as áreas das quais você não abre mão na hora de fazer as escolhas na sua vida profissional?
Através do link abaixo, preencha o questionário sobre Âncoras de Carreira http://www.psico.ufsc.br/sop2/ancora/pages/inventario.php. 
E aqui vai uma Dicaduka: faça uma linha do tempo e anote os principais momentos da sua vida profissional. Acrescente alguns detalhes da situação como a idade que você tinha, a empresa, os sentimentos, as angústias, as dúvidas, as vitórias… . Depois faça uma análise sobre os critérios que você utilizou naquele contexto profissional. O que eles têm em comum?
Paulo Campos / 2011.03.31
@pvcampos10 ou pvcampos@terra.com.br