sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Por que precisamos de líderes?



Você já se perguntou por que precisamos de líderes nas empresas?
 Em Liderança baseada em Valores (Editora Campus, 2009), que organizei junto com a professora Carmen Migueles em parceria com outros autores, acadêmicos e executivos, montamos uma coletânea de artigos que se propõem a indicar caminhos de construção das respostas para esta pergunta.

Para começar, acreditamos que líderes que agem baseados em valores são fundamentais para a produção e a entrega de valor e para a ação coordenada em cenários complexos e imprevisíveis. Entretanto, essa percepção da relevância da liderança baseada em valores aumentou apenas recentemente, quando os danos da meritocracia financeira, que premia resultados de curto prazo descomprometidos com a qualidade do trabalho e com a perenidade das empresas, se fez sentir em toda a sua força.

A dinâmica de apropriação de valor no curto prazo contribuiu para a destruição de elementos intangíveis fundamentais para a produção de valor sustentável nas organizações, gerando a necessidade de encontrar o elemento, o mecanismo ou processo que constrói, que desperta virtudes e resignifica o trabalho coletivo.

A liderança, então, pode ser criada por meio da excelência da governança de uma organização ou por meio da qualidade do pacto ético estabelecido entre as pessoas, que cria vínculos onde há forte percepção de justiça, significado, motivação para o trabalho e entusiasmo. Ela é exatamente o elo perdido das organizações contemporâneas que se deparam com o vazio produzido pelas novas configurações sociais e uma economia baseada em demandas de curto prazo, quebra de confiança e pelo predomínio de relações baseadas em trocas de interesses.

O líder que age baseado em valores é aquele que enxerga outras possibilidades e cria espaços de sentido, ética, realização e excelência onde a maioria das pessoas só enxerga espaços para pressão por resultados e redução de custos. É o indivíduo que, dizendo não ao fatalismo, à complacência e ao pessimismo, encontra espaços para a mobilização das pessoas na construção das alternativas possíveis e necessárias.

Na falta de outros indicadores de sucesso de curto prazo, temos usado a métrica financeira como medida e bússola. Com isso, destruímos as precondições para a produção de valor verdadeiro e sustentável. O líder que age baseado em valores é, de certa maneira, o antídoto para soluções de métricas fáceis. Evita a armadilha dos indicadores financeiros mais rasteiros e ocupa um grande espaço a ser preenchido nas organizações contemporâneas.

Autor:
Marco Túlio Zanini

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Eficácia deve ser aprendida – Textos de Peter Drucker (Fonte: Livro “O Gerente Eficaz em Ação” LTC Editora)

“A eficácia se revela crucial para o autodesenvolvimento de uma pessoa, o desenvolvimento da organização e a realização e a viabilidade da sociedade moderna.
O autodesenvolvimento do trabalhador do conhecimento é fundamental para o desenvolvimento da organização, seja uma empresa, uma repartição governamental, um laboratório de pesquisas, um hospital ou qualquer força militar. É o caminho para o desempenho da organização. À medida que os gerentes procuram tornar-se eficazes, estarão elevando o nível de desempenho de toda a organização. Eles elevam a visão das pessoas – dos outros e a sua própria.
A eficácia dos gerentes é nossa maior esperança para tornar a sociedade moderna economicamente produtiva e socialmente viável.”

(Fonte: O Gerente Eficaz)
“Uma das práticas do Gerente Eficaz é tão importante que vou considera-la como uma regra: Escute primeiro, fale por último.
Gerentes eficazes são muito diferentes em termos de personalidade, pontos fortes, pontos fracos, valores e crenças. Tudo o que tem em comum é fazer as coisas certas acontecerem. Alguns já nascem eficazes. Mas a demanda é alta demais para ser atendida por um talento extraordinário. A eficácia é uma disciplina. E, como qualquer disciplina, a eficácia pode ser aprendida e deve ser aprendida.”

(Fonte: “What makes na Effective Executive” – Harvard Business Review, June 2004)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Queime seu navio!



Quando Hernando Cortez há mais de 4 séculos aportou no país dos astecas, disse aos seus soldados: “Todo homem medroso volte embarcado para Cuba”. Este era o país de onde tinham vindo nessa expedição. Após o brado do chefe Cortez, houve um profundo silêncio!
Sabem o que fez Cortez para impedir que seus soldados voltassem acovardados? Depois de ordenar que todo medroso voltasse, e ninguém respondeu, ele ateou fogo aos navios. Não havia modo de voltar atrás. Os navios foram reduzidos a cinzas.
E aqueles poucos soldados empreenderam a conquista do México.
Conheci esta história acima a 8 ou 10 anos atrás e nunca mais ela saiu da minha cabeça, pois este é um exemplo claro de determinação, chega até ser um pacto com a decisão tomada.
Acredito que assim também deve ser conosco em nossas decisões, pois quanto maiores elas forem proporcionalmente serão a vontade de desistir e voltar para a zona de conforto. Porém se “queimarmos os navios”, ou seja, se de alguma forma cortarmos o vínculo com o passado e focarmos apenas no presente, só existirão duas alternativas: Perder tudo… ou vencer.
“Perder tudo” assusta muita gente e as deixam paralisadas, porém não podemos esquecer que esta é apenas uma das possibilidades, a qual através de um bom planejamento pode ser reduzida de forma significativa, por outro lado, a outra é VENCER.
Se planejamos algo, chegamos na conclusão de que esta é a melhor decisão e “queimamos os navios”, não temos porque temer, pois aos fazermos isto, já percorremos mais da metade do caminho.
Isto se aplica em qualquer decisão importante da nossa vida. Muitas vezes o que atrapalha é ficarmos olhando para trás e pensando que seria mais cômodo se estivéssemos naquela situação do passado, desta forma dividimos a nossa energia e foco.
Porém para aqueles que têm coragem de enfrentar o desconhecido e ultrapassar todos os desafios durante o percurso escolhido, estes sim terão direito a recompensa. A vitória!
Você já encontrou um amigo da adolescência que continua praticamente da mesma forma de quando vocês se viam com frequência? Pois é, pode ser que ele teve uma vida mais “tranquila” que a sua, porém hoje você tem muito mais experiência para contar para os seus filhos.
Em minha opinião, arriscar é viver… este é meu lema. Queimei meu navio esta semana, deixei meu emprego e agora dirijo o meu próprio negócio.
Queimem seus navios e tenham uma ótima semana!

Autor 
Alexandre Silva
Fonte: http://www.hsm.com.br/blog/2011/01/queime-seu-navio/#more-11325